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Vale do Silício: RS é o Estado brasileiro que mais tem reunido profissionais para visitar a Califórnia

Vale do Silício: RS é o Estado brasileiro que mais tem reunido profissionais para visitar a Califórnia

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O que torna a região tão atrativa?

Lideranças empresariais e executivos estiveram reunidos no Intercity Aeroporto em Porto Alegre na última terça-feira (19) para conhecer experiências de como o Vale do Silício, a região mais inovadora do mundo, potencializou novos negócios, inovação e o desenvolvimento das pessoas e empresas. A iniciativa foi da Possibilità Desenvolvimento do Ser Humano, que, junto com a INN – Imersão Internacional de Negócios, promovem a 13ª Missão no Vale do Silício, de 30 de abril a 4 de maio de 2018. “Esta parceria oferece uma experiência transformadora que ampliará a visão no mundo dos negócios, na gestão e no comportamento, provocando trocas, inquietudes, novos posicionamentos. Gera resultados diferentes. A imersão tem a facilidade das atividades serem 70% em português, além de qualificar a aplicabilidade no contexto brasileiro, já que os profissionais que acompanham e lideram a missão são brasileiros e conhecem a fundo a cultura e os hábitos das duas regiões”, destaca Crismeri Delfino Corrêa, diretora da Possibilità. “o vetor da mudança está ancorado em pessoas e em tecnologia”, enfatiza.

Na ocasião, André Bianchi, que já liderou 11 missões de negócios no Vale do Silício, apresentou o modelo da viagem que objetiva maximizar as possibilidades de negócios dos empresários e buscar novas conexões. “O Rio Grande do Sul é o estado brasileiro que mais tem reunido profissionais para visitar o Vale do Silício. A missão tem como objetivo o aprendizado sobre como o Vale do Silício potencializa as relações e novos negócios. Pessoas fazem negócios com pessoas, e não com empresas. O americano tem uma visão muito analítica, e, com isso, ele toma as decisões com mais critério e de forma mais precisa. Pensa no médio e longo prazo. Já o brasileiro é paternalista, centraliza as decisões da empresa”, compara Bianchi.

Depois do aprendizado no Vale do Silício, a empresa de André Bianchi, com sede em Santa Cruz do Rio Pardo/SP, expandiu fronteiras para os 27 estados brasileiros, Estados Unidos, México, Irlanda e Dubai. Em 2018, também terá atuação em Portugal. Recentemente, formalizou parceria com a Universidade de Berkeley, a terceira melhor universidade pública nos Estados Unidos, para potencializar ações no Brasil.

Bianchi destacou a importância da comunicação e da tecnologia para potencializar os negócios. “Aprendi que o bom uso das redes sociais dá visibilidade e novas oportunidades. Visibilidade gera credibilidade, que, muitas vezes, gera lucratividade. Temos que construir uma referência, e isso leva tempo. No momento que construímos nossa reputação, o negócio fica mais sólido no mercado”, enfatiza.

O que torna o Vale do Silício tão disruptivo?

São mais de 100 nacionalidades, com culturas, costumes e economias distintas, buscando melhores soluções. A questão fundamental é como quebrar padrões de comportamento. Muitas vezes leva tempo para ser modificado. O ambiente, por meio da tecnologia, altera os comportamentos com novas soluções. O Vale do Silício não é só tecnologia, não importa o setor, as empresas utilizam a tecnologia para atingir suas metas e objetivos”, esclarece o empresário. Segundo André Bianchi, uma empresa tradicional pode utilizar o aprendizado para montar projetos, um departamento novo. “Você não consegue criar ambientes de inovação copiando apenas as práticas adotadas. No Vale do Silício, temos um ecossistema empreendedor, reunindo acadêmicos, ideias e investidores”, reitera. “O que eles têm como diferencial? Eles são simples, falam de atendimento. É a humanização. Estão focados na evolução da qualidade do alto atendimento prestado”, enfatiza.

Segundo o palestrante, se o brasileiro acreditar mais, irá muito além: “A questão é: o que você vai fazer para transformar o seu negócio”?

Como o Vale do Silício pode ajudar empresas brasileiras a potencializar seus negócios:

1) Joint Ventures – novas receitas

Empresas americanas estão abertas a criar novas parcerias estratégicas. Startups americanas querem estabelecer conexões para potencializar negócios. Às vezes o que procuram não é investimento financeiro, mas, sim, tempo, dedicação para potencializar o negócio globalmente.

2) Acesso à inovação e tendências

Por que sair criando algo que considera interessante se não fez uma pesquisa para ver se faz sentido? Ao invés de desenvolver algo que suponhamos que seja importante para o cliente, precisamos ver como funciona na prática e se realmente é relevante para o cliente. Economizamos tempo e dinheiro conhecendo como atuam com estas práticas no Vale do Silício.

3) Mindset americano de negócios

Uma questão é pensar no crescimento de venda mensal, mas outra é pensar na expansão da empresa, como ela será trabalhada de 2 a 5 anos. Não podemos perder a capacidade de desenvolver a inovação, se não, vamos comprar a tecnologia pronta para o nosso negócio. O maior ativo do Vale não é a tecnologia, mas, sim, a inovação e o comportamento, que podemos utilizar como prática no Brasil.

De acordo com Bianchi, estar no Vale do Silício é poder observar em tempo real as transformações que estão ocorrendo por lá. A RocketSpace, por exemplo, cria ambientes de network, troca, compartilhamento, para auxiliar na busca de investidores e empresas interessadas na potencialização dos negócios. Revoluções como Zappos.com (reconhecida pelo atendimento e resolução de problemas); Duolingo, Spotify, Uber, são bons exemplos. “A Zappos, além da tecnologia empregada na Internet, tem como principal diferencial as relações pessoais, o diferencial do atendimento. Ao enviar um produto, por exemplo, já vai com selo para envio pelo correio caso precise efetuar alguma troca”, exemplifica o empresário.

O empresário Rafael Sebbem, CEO da GOVBR, participou de uma missão ao Vale do Silício no mês de outubro. “Mudei minha perspectiva de negócio depois de voltar da missão. O importante não é o que fizemos, mas, sim, o que temos como potencial para fazer daqui pra frente”, pondera. “Temos que ser bem maior do que os outros. Não podemos ficar cegos. A imersão serviu muito para nosso planejamento estratégico. Valeu muito a visita”, conclui Sebbem.

Qual o público alvo da missão:

O perfil para a missão é o profissional que está disposto a ouvir, interagir e aprender. São grupos de no máximo 18 pessoas, abertas para identificar pontos para o seu negócio. “São cinco dias para sentir os bastidores do Vale do Silício. Quando falamos de negócios e expansão, não importa o setor, sempre vamos aprender com outras organizações”, detalha Bianchi.

A imersão, agendada para 30 de abril a 4 de maio de 2018, terá visitas a empresas inovadoras, startups disruptivas, participação em workshops, em palestras com empreendedores que respiram o ar da inovação e oportunidades de ampliar network.

Inscrições e informações pelo e-mail possibilita@possibilita.com.br. Ou pelo site http://missaonovaledosilicio.com.br/possibilita.

Fonte: Enfato
Autor: Raquel Boechat
Revisão e edição: de responsabilidade da fonte
Autor da foto: David Pires 

 


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