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O que o jovem brasileiro pensa sobre propósito e carreira?

O que o jovem brasileiro pensa sobre propósito e carreira?

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Em outubro de 2016, a Fundação Estudar conduziu uma pesquisa com 247 leitores do portal Na Prática com um objetivo em mente: entender como viam a relação entre trabalho, sucesso e propósito.

A idade dos participantes variava – metade eram universitários, mas também jovens que ainda não tinham começado a graduação e outros formados há três anos ou mais –, assim como níveis profissionais, como estagiários, analistas e gerentes ou diretores, entre outros.

Em comum está a crença, para 81% deles, de que é possível encontrar uma carreira com propósito em qualquer setor. Além disso, 51% consideram sucesso profissional como a possibilidade de contribuir para uma transformação no ambiente ao redor e mais de 60% trocariam de emprego para trabalhar com algo relacionado ao próprio propósito.

Essa relação entre a importância do propósito e decisões profissionais seguiu em destaque quando se trata de motivação individual.

Questionados sobre por que considerariam ficar mais tempo na mesma empresa, as três respostas mais citadas foram: gostar da função e do dia a dia (58,3%), ter possibilidade de crescimento na organização (44,9%) e enxergar impacto social do trabalho (41,3%). O salário ficou na penúltima posição.

Propósito e carreira

É importante destacar, no entanto, que um trabalho com propósito não significa necessariamente um trabalho com impacto social. Trata-se de uma decisão individual, baseada em seus próprios valores (ou seja, aquilo de que você não abre mão) e no que você prefere fazer em sua própria vida.

Ao encontrar um lugar que se encaixe com o que você quer e com quem você é, o ato de trabalhar fica mais proveitoso, produtivo e capaz de trazer felicidade. É bom também para o empregador, que ganha um trabalhador mais motivado e disposto.

Leia também: Pesquisa do BCG aponta o que faz o brasileiro feliz no trabalho

A descoberta do propósito não tão distante quanto pode parecer à primeira vista. É, na verdade, parte de um processo contínuo de autoconhecimento que pode começar com uma simples folha de papel.

É possível, por exemplo, criar um “mapa da felicidade”, que lista as atividades, lugares e pessoas que trazem prazer e alegria, e outro de motivações. O que faria com que você pulasse da cama todos os dias? Que marca gostaria de deixar no mundo?

Não há respostas certas ou erradas aqui e essas reflexões honestas podem servir para guiar outras, num círculo virtuoso de autoconhecimento e autodesenvolvimento que torna as decisões mais assertivas e adequadas.

Lembre-se que é normal se sentir perdido de vez em quando e que, nesse momento de reflexão, suas características e preferências são mais importantes que a opinião ou pressão alheias – e que metade dos leitores está nessa jornada de busca assim como você.


Fonte: Na Prática – Portal Educação

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